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FOTO: MARCELO CAMARGO - AGÊNCIA BRASIL |
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, afirmou que a paralisação dos policiais no Ceará é ilegal. A declaração foi feita neste sábado, 29, na presença de governadores durante o 6º Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud), que está sendo realizado em Foz do Iguaçu, no Paraná.
"O
governo federal vê com preocupação a paralisação que é ilegal da
Polícia Militar do Estado. Claro que o policial tem que ser valorizado,
claro que o policial não pode ser tratado de maneira nenhuma como um
criminoso. O que ele quer é cumprir a lei e não violar a lei, mas de
fato essa paralisação é ilegal, é proibida pela Constituição. O STF já
decidiu isso", declarou o ministro.
A fala de Moro acontece um dia depois do governo federal renovar o decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no Ceará. Antes da prorrogação, governadores de ao menos seis Estados se mobilizavam para enviar policiais militares de suas tropas para reforçar a segurança no Estado nordestino.
Em nota, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o motim de policiais militares envolve "uma negociação do Estado" e espera que a situação seja normalizada em uma semana, mas, enquanto isso, manterá o reforço das Forças Armadas.
Na última segunda-feira, 24, Moro viajou até Fortaleza para acompanhar a operação. Na ocasião, o ministro afirmou que a situação estava sob controle. No entanto, segundo dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Ceará, 170 pessoas foram assassinadas entre a quarta-feira, 19, e a segunda-feira de carnaval.
O motim dos PMs começou no último dia 18 de fevereiro. Ao todo, 230 policiais respondem a processos administrativos e não receberão o salário por 120 dias a partir de fevereiro. Os agentes podem ser expulsos da corporação.
FONTE: ESTADÃO
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